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POLITÍCA NACIONAL

Comissões recebem Nísia Trindade para discutir metas da Saúde

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As comissões de Direitos Humanos (CDH) e de Assuntos Sociais (CAS) realizam nesta quarta-feira (11), a partir das 9h30, uma audiência pública conjunta com a ministra da Saúde, Nísisa Trindade, para avaliar as ações do ministério em 2024. Também será discutida a regulamentação da Lei 14.878, de 2024, que estabelece a Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com Doença de Alzheimer e Outras Demências.

A reunião foi solicitada pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Paulo Paim (PT-RS). Humberto, presidente da CAS, pediu a presença da ministra para detalhar metas, desafios e ações da pasta ao longo do ano (REQ 99/2024). Esse tipo de convite a ministros e outras autoridades costuma acontecer periodicamente nas comissões temáticas, para que os senadores possam saber os planos do governo para suas áreas de atuação.

Já o debate sobre a regulamentação da Política Nacional do Alzheimer e Outras Demências foi proposto pelo senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH (REQ 50/2024). No documento, ele destacou que as demências podem chegar a atingir 139 milhões de pessoas no mundo até 2050. A projeção foi feita em 2021 pela Organização Mundia da Saúde (OMS).

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A lei, sancionada em 4 de junho deste ano, prevê apoio a cuidadores, criação de banco de dados epidemiológicos, priorização do tema nas políticas públicas de saúde e incentivo à pesquisa e inovação. Ela está alinhada ao Plano de Ação Global para a Demência 2017-2025, que busca melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir o impacto social da doença.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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