BELÉM

POLITÍCA NACIONAL

Comissões da Câmara cobram explicações da ministra da Cultura sobre shows feitos no carnaval

Published

on

As comissões de Cultura; e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados promovem, na próxima terça-feira (29), audiência pública com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes. Ela deve explicar os cachês que recebeu no carnaval deste ano e denúncias de uso político do Programa Nacional de Comitês de Cultura.

“Durante os eventos do carnaval de 2025, as prefeituras de Salvador e de Fortaleza contrataram a ministra da Cultura para a realização de shows pelo valor de R$ 640 mil”, afirma Junio Amaral.

Ao todo, detalha o parlamentar, foram realizados sete eventos entre 27 de fevereiro e 4 de março de 2025 nessas cidades. Três foram financiados pelas prefeituras, três tiveram o apoio do governo da Bahia e um foi privado.

Amaral diz que uma decisão da Comissão de Ética da Presidência da República, de 2023, determinou que a ministra se abstivesse de receber remuneração de entes públicos por sua atuação profissional como cantora.

Leia Também:  Deputados analisam pedidos de urgência para projetos de lei; acompanhe

“Mesmo que viessem à tona novos entendimentos da Comissão de Ética, tem-se uma clara contrariedade e imoralidade na ação da ministra”, critica o deputado.

Uma ação popular pede a devolução do dinheiro recebido pelos shows. Já a Oposição na Câmara dos Deputados pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue a ministra pelos crimes de improbidade administrativa, conflito de interesses, peculato, corrupção passiva e fraude em licitação.

“Não podemos concordar com o uso de um ministério para favorecimentos pessoais”, afirma Amaral.

Carlos Jordy afirma que a ministra pediu férias para fazer os shows. “Embora a Comissão de Ética tenha entendido que a realização dos eventos fora do horário de trabalho não configura conflito, é necessário avaliar se essa prática está em conformidade com os princípios da administração pública”, cobra o deputado.

Comitês de Cultura
Os deputados também querem que Margareth Menezes esclareça as denúncias de uso indevido do Programa Nacional de Comitês de Cultura para apoiar campanhas eleitorais.

Gravações veiculadas pelo Estadão revelam que a secretária nacional de Mulheres do PT, Anne Moura, usou a estrutura do programa para beneficiar sua campanha eleitoral. Jordy afirma que, se as denúncias forem comprovadas, seria configurada a violação da moralidade e impessoalidade na administração pública.

Leia Também:  Governo deve detalhar até abril execução orçamentária de programas voltados para mulheres

“É imprescindível que a ministra preste os devidos esclarecimentos acerca dos possíveis desvios de verba pública no âmbito de seu ministério”, afirma Zucco.

Requerimentos
O debate atende a pedido dos deputados Carlos Jordy (PL-RJ), Junio Amaral (PL-MG), Márcio Jerry (PCdoB-MA), Nikolas Ferreira (PL-MG), Zucco (PL-RS), Evair Vieira de Melo (PP-ES) e Lídice da Mata (PSB-BA).

A reunião será realizada a partir das 10 horas, no plenário 9.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

Published

on

O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

Leia Também:  Davi Alcolumbre é o novo presidente do Senado

— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

MAIS LIDAS DA SEMANA