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POLITÍCA NACIONAL

Comissão realiza seminário para discutir políticas públicas sobre doenças raras e autismo

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realiza seminário na terça-feira (10) para discutir políticas públicas sobre doenças raras e autismo. O debate será realizado no Auditório Nereu Ramos pela manhã, a partir das 9 horas, e no plenário 7 à tarde, a partir das 14 horas.

O evento é uma iniciativa da deputada Flávia Morais (PDT-GO). “As doenças raras, por sua complexidade e baixa prevalência, frequentemente não recebem a devida atenção dentro do sistema de saúde pública, o que resulta em dificuldades para o diagnóstico precoce, o acesso a tratamentos adequados e a garantia de qualidade de vida aos pacientes e suas famílias”, afirma.

A parlamentar acrescenta que, de maneira semelhante, as pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), embora sejam uma parcela crescente da população, ainda enfrentam barreiras para o acesso à educação inclusiva, tratamento multidisciplinar e oportunidades equitativas de trabalho e participação social.

Ela lembra que a promoção da inclusão e do entendimento sobre a neurodiversidade é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, que reconheça e valorize a singularidade de cada indivíduo.

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O seminário vai reunir especialistas das áreas de saúde, educação e direitos humanos, entre outros.

Da Redação – MO

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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