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POLITÍCA NACIONAL

Comissão promove debate entre pré-candidatos à presidência do Comitê Olímpico do Brasil

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados promove, na quarta-feira (18), debate, em formato virtual, entre os pré-candidatos à presidência do Comitê Olímpico do Brasil (COB): Paulo Wanderley Teixeira; Marco Antonio La Porta; e Yane Marques. O evento será realizado às 14 horas, no plenário 4, e atende a pedido do deputado Luiz Lima (PL-RJ), que será o moderador do debate.

A eleição para presidência do COB para o próximo ciclo olímpico, que culminará nos Jogos de Los Angeles em 2028, será realizada em 3 de outubro.

A disputa será definida por um colégio eleitoral formado por 55 eleitores: 34 presidentes de confederações esportivas, 19 representantes da comissão de atletas e de 2 representantes brasileiros no Comitê Olímpico Internacional (COI).

Luiz Lima lembra que, em 2020, o colegiado promoveu o primeiro debate entre os candidatos à presidência do COB, com a participação de três chapas inscritas. “Mesmo sem o funcionamento das comissões permanentes em razão das restrições decorrentes da pandemia, o evento foi realizado e permitiu que o segmento esportivo conhecesse com mais clareza e transparência as propostas dos candidatos”, disse Lima.

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O debate será dividido em cinco blocos, conforme regulamento:

  • apresentação dos candidatos e seus planos de trabalho;
  • perguntas do mediador para os candidatos;
  • perguntas entre os candidatos;
  • perguntas para os candidatos feitas pelo público por meio da ferramenta Debate Interativo; e
  • considerações finais dos candidatos.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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