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POLITÍCA NACIONAL

Comissão discute qualidade da água nas bacias da Mata Atlântica

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A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados promove na terça-feira (15) audiência pública sobre o relatório da qualidade da água nas bacias da Mata Atlântica.

O debate atende a pedido do deputado Nilto Tatto (PT-SP), e será realizado a partir das 10 horas, no plenário 2.

O parlamentar afirma que o relatório da Fundação SOS Mata Atlântica sobre a qualidade da água nos rios do bioma, divulgado em 2024, revela um cenário preocupante.

“A análise, realizada em 145 pontos de coleta em 14 estados, mostrou que mais de 75% dos rios monitorados têm qualidade regular”. Isso indica que eles já estão sofrendo os impactos significativos da poluição e necessitam de tratamento para consumo humano.

“Apenas 7,6% dos pontos apresentaram qualidade boa, enquanto 13,8% foram classificados como ruins e 3,4% como péssimos. Nenhum ponto atingiu a classificação ótima.” Segundo Nilto Tatto, a comparação com dados anteriores mostra um agravamento da situação.

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“Apesar do cenário crítico, há exemplos pontuais de recuperação, como o Córrego Trapicheiros (RJ) e os rios Sergipe e do Sal (SE), que melhoraram de regular para boa”, ressalta o deputado. “Esses casos mostram que a recuperação é possível com políticas adequadas e mobilização social.”

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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