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POLITÍCA NACIONAL

Comissão debaterá medidas contra assédio em ambientes de poder

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou, na reunião desta quarta-feira (30), a realização de audiência pública para discutir medidas práticas de prevenção e combate ao assédio moral e sexual na área de Relações Institucionais e Governamentais (RIG). A data do debate ainda será definida. 

No requerimento em que propõem o debate (REQ 33/2025), a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e o senador Paulo Paim (PT-RS) destacam a necessidade “urgente” de enfrentar situações de abuso e discriminação vivenciadas por profissionais que atuam em espaços de poder e influência, como o Parlamento, o Executivo, associações e empresas. 

Dorinha citou a pesquisa Mulheres Profissionais de RIG 2023, realizada pela Coalizão de Educação e Combate ao Assédio em Relações Governamentais, que apontou que 80% das entrevistadas já vivenciaram ou presenciaram situações de assédio moral ou sexual no exercício da profissão.

“A ausência de protocolos claros e a cultura de silêncio agravam ainda mais o cenário”, alerta a senadora no requerimento. 

A audiência contará com representantes do setor público e da sociedade civil, entre eles:

  • Deputado federal Gilson Daniel (Podemos-ES), ouvidor-geral da Câmara dos Deputados
  • Vice-presidente da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Francine Moor
  • Advogada e consultora Elaine Monteiro Cesario
  • Advogada e consultora Mariângela Mattia
  • Representante do Coletivo Pretos e Pretas e Relgov Adilson Marques e Stella Cintra
  • Representante do Ministério das Mulheres
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O debate também será uma oportunidade para apresentar o Guia Prático de Prevenção e Combate ao Assédio Moral e Sexual na área de RIG, lançado pela Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). O documento oferece orientações e ferramentas para a criação de ambientes de trabalho mais seguros e respeitosos. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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