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POLITÍCA NACIONAL

Comissão debate uso e venda indiscriminados de canetas de medicamento para emagrecer

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados debate nesta quarta-feira (11) o uso e a venda indiscriminados de medicamentos análogos ao GLP-1, como o Ozempic. Esses medicamentos possuem registros aprovados no Brasil para o tratamento de obesidade e diabetes, mas são de tarja vermelha, o que exige prescrição médica para a venda.

O debate, solicitado pelos deputados Dr. Francisco (PT-PI) e Flavia Morais (PDT-GO), está marcado para as 17 horas, no plenário 7.

Os parlamentares alertam para um expressivo aumento na venda desses medicamentos, muitas vezes para usos fora das indicações aprovadas, como para fins estéticos. “Tal prática desconsidera a necessidade de orientação médica e o potencial risco de efeitos colaterais graves, como pancreatite, conforme registrado nas bulas aprovadas pela Anvisa”, afirma a deputada Flavia Morais (PDT-GO)

O deputado Dr. Francisco alerta que a proximidade da expiração de patentes desses medicamentos também pode ampliar a acessibilidade e, consequentemente, aumentar o risco de uso inadequado.

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“É necessário debater os possíveis impactos do uso e da venda desses medicamentos e avaliar a viabilidade de medidas para ampliar o controle, como a retenção obrigatória de prescrições e outras restrições de venda com classificação especial, a fim de proteger a saúde pública e garantir o uso seguro e adequado dessas moléculas”, afirma Dr. Francisco.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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