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Comissão debate segurança pública nas rodovias e o aumento do roubo de cargas

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A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados debate nesta terça-feira (12) a segurança pública nas rodovias brasileiras e o aumento no número de roubos de cargas. O debate foi solicitado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC) e vai ser realizado a partir das 15h30, em plenário a ser definido.

Veja quem foi convidado para discutir o assunto

Segundo o parlamentar, a pesquisa “Realidade do Transportador Autônomo de Cargas 2024”, feita pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomo (CNTA), identificou que 46% dos caminhoneiros autônomos no Brasil já foram vítimas de roubo de cargas, e metade nunca se sente seguro nas rodovias.

Ela exemplifica com dados desse tipo de crime apresentados em reportagens de veículos de comunicação entre agosto e setembro deste ano. A TV Record, por exemplo, mostrou que, no Rio de Janeiro, no mês de agosto, foram 327 roubos de carga, uma média de 11 por dia – mais do que o dobro do mesmo período do ano passado. O jornal O Globo apontou crescimento no número de ocorrências desde 2017, com 1.903 casos em 2023 – alta de 57% em relação àquele ano, sendo Minas Gerais e Paraná os estados com mais ocorrências. Já a emissora Band apontou que, em 2024, foram, em média, 2 roubos de carga por dia.

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“Acredito que a audiência seja uma ferramenta democrática para chamar a atenção da opinião pública e das autoridades ligadas à segurança nas rodovias do país, no sentido de entender o que está sendo feito para combater crimes de roubos, furtos e saques, qual o papel do legislativo para contribuir com as ações de repressão e quais as orientações para caminhoneiros e transportadoras evitarem situações de risco”, afirma o Zé Trovão.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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