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POLITÍCA NACIONAL

Comissão debate o corte da nadadora Ana Carolina Vieira dos Jogos Olímpicos Paris 2024

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados debate nesta terça-feira (10) o caso da nadadora Ana Carolina Vieira, que foi excluída da equipe brasileira de natação durante a Olimpíada de Paris. O deputado Douglas Viegas (União-SP) quer discutir o direito à ampla defesa e ao contraditório dos atletas brasileiros.

O debate será realizado às 10 horas, no plenário 4.

A audiência será interativa; veja quem foi convidado e envie suas perguntas.

À época, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos justificou a explusão pelo fato de Ana Carolina Vieira ter contestado “de forma desrespeitosa e agressiva” a mudança na escalação da equipe de revezamento 4x100m livre feminino, da qual ela fez parte, e que acabou eliminada antes da final.

Para o parlamentar, a comunidade do esporte precisa refletir sobre a proporcionalidade e a forma de punição dos atletas. “Parece-nos inconcebível que uma nadadora de alto desempenho, que atingiu um índice olímpico, qualificando-a para a mais alta competição desportiva do planeta, venha a ser excluída dos jogos por desentendimentos que, aparentemente, poderiam ser contornados com mais equilíbrio e paciência”, argumentou.

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Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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