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POLITÍCA NACIONAL

Comissão debate falta de dados sobre crianças traqueostomizadas no Brasil

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A Comissão de Saúde da Câmara dos deputados promove, nesta terça- feira (29), audiência pública para discutir a invisibilidade das crianças traqueostomizadas no Brasil.

Solicitado pelo deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO), o debate tem como objetivo abordar a importância da notificação compulsória das crianças traqueostomizadas como ferramenta fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para esse público.

A audiência está marcada para as 10 horas, no plenário 7.

Falta de dados
“A traqueostomia é um procedimento essencial para garantir a respiração de pessoas com condições de saúde complexas, mas a falta de dados concretos sobre a quantidade de crianças traqueostomizadas no Brasil impede a formulação de políticas públicas eficazes”, diz o deputado.

Ele ressalta que essa situação compromete o acesso a insumos, acompanhamento especializado e protocolos padronizados para a decanulação (processo de remoção da cânula de traqueostomia), resultando em riscos diários para os pacientes e suas famílias.

“A ausência de um fluxo estruturado de cuidados leva a internações recorrentes e a um impacto significativo nos custos do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma Dr. Zacharias Calil

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“Muitas dessas internações poderiam ser evitadas com uma abordagem mais coordenada, que inclua monitoramento adequado e a distribuição regular de equipamentos e insumos essenciais para a manutenção da saúde dessas crianças em casa”, conclui o deputado.

Da Redação – MB

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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