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POLITÍCA NACIONAL

Comissão debate desnutrição entre pessoas idosas no Brasil

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados debate nesta quarta-feira (9) as causas da desnutrição entre pessoas idosas no Brasil. O debate, solicitado pelos deputados Luiz Couto (PT-PB) e Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), será realizado no plenário 12, às 15 horas.

No documento em que solicitam o debate, os parlamentares destacam que a desnutrição é considerada um dos mais graves problemas de saúde pública que afeta os idosos. Levantamento da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral indica que quatro em cada dez pacientes internados em hospitais públicos sofrem de algum grau de desnutrição. Esse quadro agrava a saúde dos idosos, prolonga o tempo de internação e eleva os custos hospitalares.

A desnutrição está associada a diversas comorbidades, como a diminuição da massa muscular, comprometimento da imunidade e maior suscetibilidade a doenças infecciosas. Dados do IBGE informam que, em 2022, o Brasil ultrapassou 32 milhões de pessoas com 60 anos.

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“A desnutrição em idosos não é apenas uma questão de falta de alimentos, mas também de acesso a alimentos nutritivos, conhecimento sobre dieta adequada, e suporte social. Fatores como isolamento social, dificuldades financeiras, doenças crônicas e limitações físicas contribuem para a insuficiente ingestão de nutrientes essenciais”, analisam os deputados no requerimento do debate.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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