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POLITÍCA NACIONAL

Comissão debate a matriz energética ideal para o Brasil até 2050

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A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados debate nesta quinta-feira (12) a matriz energética ideal para o Brasil até 2050. O debate atende a pedido do deputado General Pazuello (PL-RJ) e será realizado a partir das 10 horas, no plenário 14.

Pazuello enfatiza a importância de debater estratégias energéticas para garantir a segurança de suprimento, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento socioeconômico do país.

O parlamentar argumenta que a matriz energética brasileira, historicamente sustentada pela geração hidráulica, precisa ser diversificada para atender a uma demanda crescente de energia elétrica, projetada para crescer a uma taxa média anual de 3,5% até 2050, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Ele destaca ainda o compromisso do Brasil no âmbito do Acordo de Paris para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a necessidade de ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética.

“Um planejamento energético adequado pode garantir que todas as regiões do país, inclusive as mais vulneráveis, tenham acesso a fontes de energia limpas e acessíveis, promovendo a equidade social”, afirma General Pazuello.

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Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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