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POLITÍCA NACIONAL

Comissão debate a garantia de direitos nos territórios e os impactos da crise climática

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A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados debate nesta terça-feira (26) a garantia de direitos nos territórios e os impactos da crise climática. O debate foi pedido pela deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) e vai ser realizado a partir das 13 horas, no plenário 12.

A deputada lembra que o planeta tem enfrentado uma série de eventos climáticos extremos, que causam consequências irreversíveis a seus ecossistemas, como aumento do nível do mar, acidificação de oceanos e intensificação de fenômenos como secas e desertificação de áreas atualmente vegetadas.

“Esta crise escancara e intensifica as desigualdades sociais, raciais e de gênero existentes, criando abismos de extrema marginalização”, afirma. Célia Xakriabá cita que, conforme o Painel Intergovernamental de Mudança Climática, os mais vulneráveis sofreram na última década 15 vezes mais os efeitos da crise climática, e esse cenário será ainda pior na década atual.

“No Brasil, a vasta diversidade geográfica e socioeconômica implica que os impactos climáticos sejam desigualmente distribuídos, afetando desproporcionalmente comunidades já marginalizadas”, avalia.

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Para ela, a audiência pública é necessária para discutir estratégias, soluções e ações que possam melhorar o entendimento e sensibilizar a população sobre o tema.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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