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Comissão de Orçamento deve publicar relatório final no domingo

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O senador Ângelo Coronel (PSD-BA), relator do Orçamento de 2025 (PLN 26/24), disse que o governo deve enviar nesta semana soluções para a falta de recursos, na proposta, para cobrir programas sociais, como o Pé-de-Meia e o Auxílio Gás. Somente estes dois precisariam de R$ 15 bilhões.

O presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Julio Arcoverde (PP-PI), explicou que a ideia é ter o relatório final publicado no próximo domingo para que possa ser votado na comissão no dia 19 e no Plenário do Congresso Nacional no dia 20.

Ângelo Coronel afirma que ainda existem outros ajustes no Orçamento em relação, por exemplo, ao valor do salário mínimo, que ficou maior que o previsto. “Se vai ter que incluir, o governo tem que dizer então onde vai ser cortado”, disse.

O senador também fez referência aos restos a pagar de emendas parlamentares a orçamentos de anos anteriores. “Não dá pra deixar obras inacabadas”, afirmou.

Nesta quarta-feira, o relator do Orçamento terá reuniões com ministros do governo para discutir os ajustes que deverão ser feitos.

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Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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