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POLITÍCA NACIONAL

Comissão de Agricultura discute custos para comprar grãos na região Sul

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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realiza nesta quinta-feira (28) audiência pública sobre os custos na compra de grãos para a região Sul.

O debate foi pedido pela deputada Daniela Reinehr (PL-SC) e está marcado para as 10 horas, no plenário 6.

Daniela afirma que o problema de abastecimento de grãos para atender agroindústrias e criadores da região Sul é antigo. “A cada ano o problema se aflora, e, quando ocorrem situações imprevistas como intempéries ou ataque de pragas, o problema se destaca ainda mais.”

Rota do Milho
O alto custo do cereal reflete-se no preço das carnes e do leite. A saída, segundo a deputada, é tentar minimizar os custos de transportes. “Trazer milho do Centro-Oeste tem frete elevado devido à distância; importar do Paraguai é mais perto, porém mais demorado devido a burocracia nas aduanas,” explica.

A solução seria implementar a Rota do Milho, que prevê trazer grãos do Paraguai para os estados da região Sul, por um trecho mais curto e mais rápido através da passagem por território argentino.

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Daniela Reinehr reconhece, no entanto, que a alternativa pode ser difícil de ser implementada porque envolve três países. “Além dos problemas burocráticos e diplomáticos, que precisam ser superados pelos governos dos três países, ainda há falta de infraestrutura para o transporte rodoviário e alfandegário”, lamenta.

“Precisamos continuar procurando alternativas, e agilizando soluções para não desestruturar nosso setor agroindustrial”, alerta a parlamentar.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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