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POLITÍCA NACIONAL

Comissão aprova doação de área para Embaixada de Cabo Verde

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (30) projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a doar área para a instalação da Embaixada de Cabo Verde. O PL 2.251/2022, de iniciativa da Presidência da República, recebeu relatório favorável do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que foi lido pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A matéria segue agora para análise do Plenário.

A proposição autoriza a doação pelo Poder Executivo do Lote 44 do Setor de Embaixadas Norte, em Brasília, para a instalação da embaixada de Cabo Verde e prevê que a escritura de transferência da propriedade deverá conter cláusula que obrigue a devolução do imóvel caso ocorra alteração da finalidade da doação. 

Segundo a justificativa do texto, a doação atende ao princípio da reciprocidade, uma vez que já houve doação de imóvel em Praia, capital cabo-verdiana, para a embaixada brasileira. 

O relator lembrou em seu voto que o projeto de lei tem caráter de autorização, uma vez que a doação de um bem de propriedade da União a um outro país para a construção da sede de sua representação diplomática deve ser feita por lei, sendo a favor do projeto.

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Cabo Verde é um país insular e lusófono que consiste em dez ilhas vulcânicas. Está localizado no ponto mais ocidental da África.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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