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POLITÍCA NACIONAL

CMMC promove audiência com foco na COP29

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A Comissão Mista Permanente Sobre Mudanças Climáticas (CMMC) vai promover, na terça-feira (15), às 14h30, uma audiência pública com foco na 29ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP29). A COP29 vai ocorrer entre os dias 11 e 22 de novembro de 2024, em Baku, capital do Azerbaijão. O evento é uma oportunidade para chefes de Estado e representantes de países do mundo inteiro debaterem as mudanças climáticas e as práticas globais para conter seus avanços e seus danos. A audiência, que foi proposta (REQ 3/2024) pelo deputado Nilto Tatto (PT-SP), terá caráter interativo, com a possibilidade de participação popular.

Para o debate, estão convidadas a secretária de Mudança Climática do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni; e a diretora do Departamento do Clima do Ministério das Relações Exteriores, Liliam Beatris Chagas de Moura. Entre outros especialistas, também estão convidados o secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini; e a coordenadora executiva da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos, Sandra Pereira Braga. A socioambientalista Mariana Guimarães, representante da COP30, que está marcada para ocorrer em Belém (PA) em 2025, também consta entre os convidados.

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A CMMC é composta por 12 senadores e 12 deputados e igual número de suplentes. A comissão tem a deputada Socorro Neri (PP-AC) como presidente e o senador Humberto Costa (PT-PE) como vice. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é o relator.

CMA

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) também vai promover uma audiência pública, em data a ser definida, para tratar das perspectivas e dos objetivos do Brasil na COP29. Autora do pedido, a senadora Leila Barros (PDT-DF), que preside a CMA, argumentou que a COP29 “representa uma etapa decisiva nas negociações globais voltadas à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e à adaptação de países frente aos desafios ambientais e econômicos”.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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