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POLITÍCA NACIONAL

CMA promove diligência para avaliar efeitos da estiagem no Pantanal

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) realiza nesta quinta-feira (21), às 13h, diligência externa em Mato Grosso para avaliar “in loco” os impactos provocados pela severa estiagem no bioma Pantanal, que favoreceu a propagação de inúmeros incêndios florestais.

As informações coletadas durante a diligência contribuirão para discutir ações de mitigação dos danos causados à flora, à fauna e às comunidades pantaneiras, segundo a autora da iniciativa, a ex- senadora Rosana Martinelli (MT). Os dados também poderão servir para planejar e fortalecer políticas públicas capazes de enfrentar esses fenômenos naturais nos próximos anos e promover a recuperação do ecossistema afetado, de acordo com o requerimento da diligência (REQ 45/2024 – CMA).

O número de focos de calor no Mato Grosso aumentou 109% em comparação com o ano passado e o volume de água está abaixo do registrado em 2020, ano em que ocorreu o maior incêndio florestal da história do bioma, conforme dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Corpo de Bombeiros. Em Mato Grosso, mais de 550 mil hectares já foram devastados pelo fogo somente no Pantanal. destaca Rosana Martinelli.

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Convidados

Para acompanhar a visita da comissão, foram convidados deputados estaduais e representantes do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), da Universidade Federal de Mato Grosso, da Universidade Federal de Rondonópolis, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia e da Universidade Estadual de Mato Grosso. A comissão ainda aguarda a confirmação da participação de todos os convidados.

A diligência será realizada no auditório René Barbour da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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