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POLITÍCA NACIONAL

CMA debaterá combate a incêndios pelas Forças Armadas

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou, nesta quarta-feira (9), a realização de audiência pública, ainda sem data marcada, para debater a inclusão, no serviço militar alternativo (SMA), de ações de prevenção e enfrentamento de incêndios florestais e extremos climáticos, como as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. 

Regulamentado pela Lei 8.239, de 1991, o SMA substitui o serviço militar obrigatório (SMO) com atividades administrativas, assistenciais, filantrópicas ou produtivas, sob a supervisão das Forças Armadas.

O requerimento (REQ 51/2024 – CMA) para o debate é da senadora Teresa Leitão (PT-PE), subscrito pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Na justificativa, Teresa explica que, devido a incêndios e eventos climáticos extremos ocorridos no país, é necessário fortalecer o papel da Defesa Civil.

“Ganha relevo (..) a atuação de contingentes das Forças Armadas em ações mitigadoras, de enfrentamento e de apoio em face dos incêndios florestais e eventos climáticos extremos e suas consequências (como disponibilidade de água potável e alimentos, aumento do risco de doenças, etc)”, expõe a senadora.

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Debatedores

Serão convidados para a audiência:

– representante do Ministério da Defesa;

– representante do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima;

– representante do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome;

– representante do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional;

– representante do Ministério da Educação;

– representante da Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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