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CMA debate criação de universidade indígena nesta quarta

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) agendou audiência pública interativa para esta quarta-feira (18) para debater a criação da Universidade dos Povos Indígenas. O debate começa logo após a reunião deliberativa do colegiado, marcada para as 9h. 

Participarão da audiência as lideranças indígenas Braulina Aurora e Henrique Terena. Também foram convidados representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Ministério dos Povos Indígenas, do CNPq, do Fundo Amazônia, da Capes e do Ministério da Educação (MEC).

O debate foi requerido pelo senador Bene Camacho (PSD-MA). Ele afirma no REQ 46/2024 – CMA que a criação da Universidade dos Povos Indígenas “é uma iniciativa de grande importância para a defesa do meio ambiente, a preservação da cultura indígena, além de importante mecanismo para incrementar o impacto social e econômico diante do novo paradigma da economia verde”.

Na avaliação do senador, a criação dessa nova instituição de ensino superior trará benefícios para a sustentabilidade ambiental, a gestão de recursos naturais, a educação inclusiva, a produção de conhecimento, o desenvolvimento local e o fortalecimento da identidade dos povos indígenas.

“A criação da Universidade dos Povos Indígenas representa um passo importante para a valorização das culturas indígenas e a proteção do meio ambiente, promovendo um desenvolvimento mais justo e sustentável. A sua institucionalização tem um simbolismo especial e pode sinalizar ao mundo que o Brasil assumirá a liderança no novo paradigma que se avizinha, diante da urgência imposta pela crise climática e da crescente tendência global em direção a uma economia verde, de baixo carbono”, afirma Bene Camacho (REQ 46/2024 – CMA).

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O governo federal instituiu em abril deste ano um grupo de trabalho no âmbito do Ministério da Educação para subsidiar a criação e a implementação da Universidade Indígena. Desde então, estão sendo feitos seminários em vários estados para debater o tema com especialistas e representantes de entidades indígenas e indigenistas. Nesta semana acontece, na Universidade de Brasília (UnB), o 11º Encontro Nacional de Estudantes Indígenas (Enei 2024).

COP 30

Antes da audiência pública, será votado requerimento (REQ 48/2024 – CMA), do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), para que o secretário extraordinário da COP 30, Valter Correia, compareça à CMA para apresentar o cronograma e os planos de ação do evento internacional, que acontecerá em 2025 em Belém (PA). 

A Secretaria Extraordinária da COP 30 é um órgão temporário da Casa Civil da Presidência da República responsável por coordenar a preparação para o encontro climático.

A COP 30 acontecerá entre 10 e 21 de novembro de 2025. Será a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. A convenção da ONU sobre mudanças climáticas foi criada durante a Rio 92 e a COP é realizada anualmente desde 1995, sendo o principal fórum internacional sobre o tema.

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A reunião será na sala 15 da Ala Alexandre Costa. A presidente da CMA é a senadora Leila Barros (PDT-DF).

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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