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POLITÍCA NACIONAL

Cleitinho diz que STF utiliza ‘dois pesos e duas medidas’

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG), em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (30), criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) por decisões que, segundo ele, “aplicam tratamento desigual para casos semelhantes”. Ele comparou sentenças do STF durante os governos de Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro. Um dos exemplos mencionados foi o perdão concedido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao ex-deputado federal Daniel Silveira, que foi posteriormente anulado pelo STF.

— Bolsonaro decreta perdão da pena a Daniel Silveira, [que havia sido] condenado pelo STF. […] O STF cancela o perdão da pena que Bolsonaro deu ao ex-deputado federal Daniel Silveira. […] Sabe como se chama isso no linguajar popular? Dois pesos e duas medidas — disse o senador.

Cleitinho também criticou a decisão que anulou as condenações de José Dirceu no âmbito da operação Lava Jato, questionando o fundamento da decisão que devolveu direitos políticos a Dirceu, condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e vínculo com organização criminosa. Cleitinho comparou essa situação com a dos presos acusados de participação nas manifestações de 8 de janeiro.

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— Os patriotas do dia 8 viraram criminosos, mas há uma turma de criminosos aqui que está solta e, inclusive, pode disputar eleição; viraram ficha-limpa. Para quem não conhece, dá uma digitada no Google agora e coloca “José Dirceu”. Vocês vão ver o que é a condenação do José Dirceu. Sabe qual foi a condenação dele? Corrupção. E o Lula conhece muito bem o José Dirceu. Esse pode ficar solto, não é, Lula? Esse não é criminoso, não é, Lula? — questionou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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