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POLITÍCA NACIONAL

Cleitinho defende cortes de ‘privilégios’ dos Três Poderes

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Em pronunciamento em Plenário nesta quarta-feira (11), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou o que chamou de privilégios dos Três Poderes — dos quais seria reflexo o volume de gastos do Judiciário e do Legislativo. Ele declarou que tais gastos “são incompatíveis com a situação econômica da população”. O parlamentar afirmou os cortes de despesas devem começar pelos representantes do povo, sem prejudicar programas sociais.

— Tanto para os senadores quanto para os deputados federais, a média de salário bruto hoje é de R$ 40 mil. Há a verba de gabinete também, que chega, em média, a R$ 100 mil. Há o auxílio-mudança, chega a quase R$ 60 mil. Há o auxílio-combustível, as passagens aéreas e o auxílio-saúde, que inclusive é vitalício. É necessário uma reforma política urgente para nós pagarmos essa conta, e não o povo brasileiro — disse ele.

Segundo Cleitinho, o Judiciário brasileiro é o mais caro do mundo, com gastos que representariam 1,6% do PIB. O parlamentar criticou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, pela recente declaração de que o Judiciário não contribui para a crise fiscal brasileira.

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— O ministro Luís Roberto Barroso falou que o Judiciário não tem culpa. Vocês [do Judiciário] têm culpa, sim. Quando vocês se sentam em suas cadeiras, tem gente para empurrar a cadeira para vocês, (…) num país que tem gente passando fome. Onde está a consciência de vocês? — questionou.

O senador também criticou a participação de ministros do governo em conselhos remunerados, mencionando os casos de Anielle Franco e Carlos Lupi, que integram o conselho de uma empresa metalúrgica. O parlamentar sugeriu a criação de um projeto de lei para proibir membros do governo de ocupar esses cargos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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