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POLITÍCA NACIONAL

Cleitinho critica licitação de R$ 10 mi da FAB e pedido de prisão de Bolsonaro

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou, em pronunciamento no Plenárionesta terça-feira (2), a licitação da Academia da Força Aérea Brasileira (FAB) que, segundo ele, prevê quase R$ 10 milhões para a compra de alimentos. Entre os itens listados estão sorvetes, doces, bombons, açaí e chicletes. Para o parlamentar, os gastos são incompatíveis com a realidade da população e representam uso indevido de recursos públicos.

— Isso aqui é um murro na cara do povo brasileiro. Tem gente passando fome, sem arroz e feijão, e estão gastando quase R$ 10 milhões com isso. Se fosse no governo do Bolsonaro, do Temer, da Dilma, também estaria errado. Quem paga essa conta é o povo brasileiro, e eu estou aqui para escancarar — afirmou.

Cleitinho também criticou o pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele comparou o caso ao julgamento no STF que pode anular as condenações do ex-ministro Antonio Palocci, réu confesso em investigações da Operação Lava Jato.

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— Lava a boca para falar do Bolsonaro. Essa turma do passado desviou dinheiro público e agora quer voltar para a cena do crime. Que moral tem para pedir a prisão de alguém? Olhem para o histórico de vocês — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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