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POLITÍCA NACIONAL

Cleitinho critica cortes e propõe redução de privilégios nos gastos públicos

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (19), demonstrou preocupação com a possibilidade de que cortes de gastos do governo federal atinjam o salário mínimo. Para o parlamentar, essa medida seria uma “afronta” aos trabalhadores brasileiros. Cleitinho lembrou que o aumento do custo de vida já compromete o orçamento das famílias.

— Hoje você pega o salário-mínimo [que é] de R$ 1.412. Uma conta de água para pagar, de um trabalhador, é R$ 200, R$ 300. Uma conta de luz é a mesma coisa, quase R$ 300. Fora que o trabalhador tem que pagar aluguel, vai ao supermercado. É absurdo. Aí eu tenho que escutar aqui calado [o governo] falar que vai reduzir o salário-mínimo? — questionou.

O senador destacou a importância de valorizar o trabalhador e rechaçou qualquer proposta que prejudique o valor do salário mínimo. Cleitinho defendeu que os cortes nos gastos públicos sejam direcionados aos privilégios dos três Poderes, e sugeriu a redução de despesas com licitações e eventos governamentais. Ele fez menção específica ao festival de música organizado durante a Reunião de Cúpula do G20 pela primeira-dama Janja Lula da Silva e à reunião do BRICS que acontecerá em 2025, quando o Brasil assumirá a presidência rotativa do bloco.

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— O que [se] gasta com verba indenizatória, com cota parlamentar, isso ninguém quer mostrar para a população brasileira. Se gastou agora na “Janjapalooza” R$ 30 milhões. Ano que vem tem o evento do BRICS que vai gastar mais. Ninguém quer conversar sobre isso — enfatizou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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