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POLITÍCA NACIONAL

Cleitinho cobra posição do governo e da imprensa sobre eleições na Venezuela

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG) questionou em pronunciamento no Plenário na terça-feira (26) a ausência de debates no Brasil sobre o relatório oficial das eleições na Venezuela. De acordo com ele, o documento revela que a oposição obteve quase 70% dos votos, enquanto o presidente Nicolás Maduro alcançou 36%. O parlamentar cobrou posicionamento da imprensa e do governo sobre o tema.

— O pessoal do Lula fica nessa ladainha que tem no Brasil: “É golpe, é golpe, é golpe”. Vai falar desse golpe que teve lá na Venezuela? Vão abrir a boca para falar sobre isso aqui? As atas estão aqui também. Porque lá teve golpe! Vão falar hoje deste relatório, que está aqui em minhas mãos? — questionou.

Cleitinho defendeu o voto auditável e pediu celeridade na tramitação da PEC 37/2023 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta, de sua autoria, determina a obrigatoriedade de emissão de cédulas eleitorais físicas, conferíveis pelo eleitor e depositadas em urnas para auditoria. Segundo o senador, a medida busca garantir maior segurança no processo eleitoral.

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— Já passou da hora de a gente colocar aqui em votação, tanto na CCJ quanto em Plenário, a questão do voto auditável. É extremamente importante. A população brasileira quer uma forma que traga mais transparência, na forma que ela quer votar, mas o TSE não quer deixar. Cabe a nós aqui reconhecermos o que o povo brasileiro quer — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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