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POLITÍCA NACIONAL

CI quer verificar procedimento de pesagem de caminhões em Rondônia

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Durante a sessão desta terça-feira (25), a Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou a realização de diligência externa na Estação de Transbordo de Cargas em Porto Velho (RO). O pedido (REQ 21/2025) foi formulado pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO).

A estrutura de pesagem é móvel. Além de Porto Velho, ela também fica instalada no município de Pimenta Bueno, a cerca de 500 quilômetros da capital. Bagattoli quer fiscalizar o procedimento de pesagem de caminhões por eixo realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na estação. De acordo com o senador, ao utilizar uma estrutura móvel, o DNIT tem penalizado “injustamente” os transportadores a partir de problemas recorrentes causados por distorções nas pesagens.

“É comum que em uma pesagem nas balanças móveis, a soma dos eixos fique com uma diferença muito maior. Para coibir estas distorções, existe uma tolerância de 5% para efetuar uma autuação, mas como esta distorção é recorrente, é necessário analisar com mais critério se a balança atende a real necessidade da operação e se está sendo manuseada da forma correta”, argumenta o senador.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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