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POLITÍCA NACIONAL

CI analisa projeto que orienta manutenção de praças, parques e quadras

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A Comissão de Infraestrutura (CI) se reúne na terça-feira (12), a partir das 9h, para analisar pauta com 16 itens. Entre eles está o projeto de lei que adiciona às diretrizes da política urbana brasileira a construção e a conservação adequadas de praças, parques e quadras esportivas (PL 5.386/2023). 

Apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o projeto altera o Estatuto da Cidade (Lei 10.257, de 2001) para exigir a adequada construção, instalação, sinalização, higienização e conservação dos equipamentos públicos e privados de uso coletivo. O objetivo é a prevenção de acidentes e a proteção da saúde dos usuários.

A senadora cita dados do Ministério da Saúde que indicam que, entre 2008 e 2021, mais de quatro mil crianças foram internadas na rede hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) por acidentes em parquinhos e outros locais de recreação infantil. Ela também argumenta que, além da manutenção estrutural dos equipamentos, os gestores devem se preocupar com suas condições sanitárias.

“É frequente a contaminação de locais de recreação por agentes biológicos nocivos. Vê-se que a preocupação com a saúde dos frequentadores de equipamentos públicos deve ser abrangente. Instalações malconservadas, mesmo que aparentemente em bom estado, podem representar risco significativo para os usuários, seja de ocorrência de um acidente, seja de aquisição de patógenos”, afirma Damares na justificação do projeto.

O texto já tem a aprovação da Comissão de Direitos Humanos (CDH) e, na CI, recebeu parecer favorável do senador Cleitinho (Republicanos-MG), sem alterações. A votação será em caráter terminativo na comissão. Caso o projeto seja aprovado, e não haja recurso para discussão em Plenário, ele seguirá para votação da Câmara dos Deputados.

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Pré-sal

Os senadores devem realizar ainda votação suplementar do projeto de lei que amplia as fontes de recursos da Pré-Sal Petróleo S.A. (PL 6.211/2019). O objetivo da matéria é dar autonomia financeira a essa empresa pública. A matéria foi aprovada em primeiro turno no dia 8 de outubro, sob a forma de um texto substitutivo apresentado pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). 

O texto altera a lei que autorizou a criação da Pré-Sal Petróleo S.A. (Lei 12.304. de 2010). Uma delas novas fontes autorizadas, por exemplo, seria uma parcela dos recursos destinados originalmente ao Fundo Social do Pré-Sal.

O autor da proposta é o ex-senador Arolde de Oliveira (RJ), falecido em 2020. Ele ressaltava que, por causa das determinações da criação da empresa, ela vem obtendo apenas receitas provenientes da gestão dos contratos de partilha de produção, por intermédio de um contrato firmado com o Ministério de Minas e Energia, frequentemente afetado por contingências orçamentárias.

O texto alternativo apresentado por Pontes busca assegurar a remuneração da empresa sem limitá-la às despesas de custeio e investimento e ao pagamento de tributos. O substitutivo determina que, no cálculo dos recursos que serão destinados ao Fundo Social, seja descontada a remuneração da Pré-Sal Petróleo S.A.

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Meio Ambiente 

Na pauta da CI está também um convite à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva e à presidente da Petrobras, Magda Chambriard, para prestarem esclarecimentos sobre a possibilidade de criação de unidade de conservação marinha da foz do rio Amazonas (REQ 99/2024 – CI). O pedido vem do senador Lucas Barreto (PSD-AP).

No requerimento, o senador informa que o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo e o Centro de Biologia da Marinha da USP vêm realizando debates sobre a preservação ambiental na foz do Amazonas. Nesse contexto, um dos temas aventados por alguns especialistas é a criação de uma unidade de conservação. Lucas Barreto manifesta preocupação com a possibilidade de a ideia afetar a exploração de petróleo na região.

“Nada disso motivaria um convite à ministra do Meio Ambiente e demais autoridades se não fosse a coincidência dessa unidade de conservação com as descobertas geológicas de reservas de petróleo e gás na costa do Amapá, Pará e Maranhão. Garantir a exploração de petróleo [na foz do Amazonas] será importante para o Brasil promover e sustentar a tão desejada transição energética”, opina o senador no requerimento.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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