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Chico Rodrigues defende projeto para reforçar a segurança do Pix

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Em pronunciamento em Plenário nesta sexta-feira (6), o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) defendeu a aprovação do projeto de sua autoria que cria a “Lei de Segurança do Pix” (PL 133/2022). O senador explicou que a proposta traz mecanismos que permitiriam a rápida recuperação de valores transferidos via Pix em crimes como golpes e sequestros.

Rodrigues classificou o sistema de pagamento instantâneo brasileiro como “uma das melhores invenções financeiras da era digital”, responsável por ampliar o acesso aos serviços financeiros, especialmente para a população de baixa renda. Ele observou, porém, que criminosos já se adaptaram para tirar vantagem da ferramenta.

— Os profissionais do Banco Central criaram esse instrumento poderoso para facilitar a vida das pessoas, para evitar ao máximo possível filas nos banco, assaltos na rua. Os bandidos também se programam para fazer com que essa facilidade no cotidiano se transforme num pesadelo. Como tudo na vida, esse sucesso vem acompanhado de aumento de criminosos que tentam se aproveitar da inocência das pessoas de bem — afirmou.

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O senador destacou que mais de 800 milhões de chaves Pix estão cadastradas no sistema, que registra cerca de 6 bilhões de transações mensais, movimentando trilhões de reais. Sendo assim, ele enfatizou a necessidade de se aperfeiçoar a legislação para proteger os cidadãos.

— Entendo que a aprovação desse projeto aumenta a confiança e a sensação de segurança da população brasileira, porque sentirão que o poder público e a lei estão prontos para proteger o consumidor. Precisamos, cada vez mais, aperfeiçoar esses mecanismos para que possamos bloquear a sanha daqueles que vivem praticando o mal — concluiu.

O projeto altera o Código de Defesa do Consumidor, de 1990, estabelecendo para bancos, órgãos de segurança e autoridades judiciais a obrigação de recuperar valores extraviados e identificar e responsabilizar os responsáveis. Ele já tem parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora passará pela Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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