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POLITÍCA NACIONAL

CEsp vai debater combate a sedentarismo e obesidade

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A Comissão de Esportes (CEsp) vai promover uma audiência pública para discutir estratégias de combate ao sedentarismo e prevenção da obesidade. A sugestão (REQ 4/2025) foi da presidente do colegiado, senadora Leila Barros (PDT-DF), e foi aprovada nesta quarta-feira (19). A data da reunião ainda não foi definida.

Leila explica que o sedentarismo pode impactar negativamente a saúde física e mental e aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo II e alguns tipos de câncer. Ela sugere a presença de representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Federal de Educação Física e do Conselho Federal de Medicina na audiência, entre outros.

“Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde, a América Latina é a região do mundo com maior número de sedentários. O Brasil liderou o ranking entre os países latinos, com 47% da população vivendo de forma sedentária”, reassalta a senadora no requerimento, citando dados de 2018.

Jogos online

A CEsp aprovou ainda a realização de audiência pública para discutir a efetividade do controle e da fiscalização sobre as plataformas de jogos online. O debate foi sugerido pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) (REQ 5/2025). Devem ser convidados representantes dos ministérios do Esporte e da Fazenda.

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“O marco regulatório dos jogos de aposta de quota fixa entrou em vigor em 1º de janeiro de 2025, prometendo um novo cenário para o setor, com a devida organização, fiscalização e arrecadação de impostos. Contudo, transcorridos mais de dois meses e meio desde o início da regulamentação, a sociedade encontra-se em um estado de profunda incerteza e apreensão”, argumenta Girão. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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