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POLITÍCA NACIONAL

CEsp debaterá destinação de recursos das loterias a esportes eletrônicos

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A Comissão de Esporte (CEsp) promoverá audiência pública na próxima quarta-feira (9), a partir das 9h30, para discutir o projeto de lei (PL 6.118/2023) que prevê a destinação de uma parte dos recursos obtidos com as loterias numéricas para os esportes eletrônicos (E-sports). A realização da audiência pública atende a requerimento (REQ 13/2024 – CEsp) apresentado pelo senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL). 

De autoria do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), o texto modifica a Lei 13.756, de 2018, com o aumento dos atuais 4,36% para 4,40% no percentual destinado ao esporte dos recursos oriundos das loterias esportivas. A diferença nos valores, de 0,04%, deverá ser destinada para a Confederação Brasileira de Games e E-sports (CBGE), a partir da inclusão da CBGE no Sistema Nacional de Desporto por meio da alteração da Lei 9.615, de 1998. 

Debate 

Foram convidadas para a audiência pública 14 pessoas, todas pendentes de confirmação. 

  • secretário Nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte do Ministério do Esporte, Giovanni Rocco Neto; 
  • representante do Comitê Olímpico do Brasil (COB); 
  • representante do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB); 
  • representante da Caixa Econômica Federal (CEF); 
  • representante da Confederação Brasileira de Desportos Eletrônicos (Cbdel); 
  • representante da Confederação Brasileira de Games e E-sports (CBGE); 
  • representante da ONG Atletas pelo Brasil (ApB);  
  • sócio-diretor da Equipe Imperial E-sports; Bruno Martins da Silveira Gomes Paes;  
  • representante da Equipe Loud; 
  • representante da Equipe Furia E-sports; 
  • representante da empresa Riot Games; 
  • representante da empresa Valve Corporation; 
  • representante da empresa Ubisoft; e
  • representante da empresa Electronic Arts. 
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Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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