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CEsp avalia proposta de campanhas sobre violência contra a mulher

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A Comissão de Esporte (CEsp) analisa nesta quarta-feira (26), a partir das 10h30, o projeto de lei que cria uma campanha permanente de conscientização sobre a violência contra a mulher em arenas esportivas e transmissões de eventos (PL 4.842/2023).

A proposta, de autoria da senadora Augusta Brito (PT-CE), altera a Lei 14.448, de 2022, para determinar que eventos com público superior a 10 mil pessoas exibam campanhas educativas sobre o tema.

O texto já foi analisado na Comissão de Direitos Humanos (CDH), onde recebeu parecer favorável com uma emenda. Na CEsp, a relatoria está a cargo da senadora Leila Barros (PDT-DF), que recomenda a aprovação do projeto — com a emenda incorporada na CDH.

Além desse projeto, a comissão analisará o PL 4.439/2024, da senadora Leila Barros, que inclui na Lei Geral do Esporte a obrigatoriedade de cursos e programas de conscientização dos atletas em formação sobre a duração da carreira esportiva e a necessidade de planejamento para a transição profissional. O relator dessa matéria, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), apresentou relatório favorável à iniciativa.

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Ambos os projetos serão votados em caráter terminativo e, caso aprovados, seguirão diretamente para a Câmara dos Deputados.

A pauta da Comissão de Esporte inclui ainda dois requerimentos: um da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que pede a avaliação do Programa Paradesporto Brasil em Rede, voltado ao acesso ao esporte para pessoas com deficiência (REQ 6/2025-CEsp), e outro da senadora Teresa Leitão (PT-PE), que solicita a análise do Programa Segundo Tempo como política pública para inclusão esportiva de crianças e adolescentes (REQ 7/2025-CEsp).

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Rodrigo Baptista

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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