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Cerejeiras Festival, em Garça (SP), será incluído no calendário turístico brasileiro

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O Senado aprovou a inclusão do Cerejeiras Festival no calendário turístico oficial brasileiro. O evento, realizado no município de Garça (SP), é realizado anualmente na segunda quinzena do mês de junho. O projeto de lei (PL 398/2019), apresentado pelo então deputado Herculano Passos (SP), foi votado simbolicamente nesta quarta-feira (9) em Plenário e vai à sanção presidencial. 

Nas comissões de Educação (CE) e de Desenvolvimento e Turismo (CDR), o projeto recebeu o parecer favorável do senador Izalci Lucas (PL-DF).

“Não se pode negar a tradição, a importância e a grandeza do Cerejeiras Festival. Como bem enfatiza o autor da matéria, o festival já vem sendo realizado há mais de 30 anos e atrai milhares de pessoas de todo o país. A festa tem como objetivo principal resgatar a cultura e a tradição japonesas e, ao mesmo tempo, promover a confraternização entre os povos, mostrando traços de uma cultura rica e milenar”, argumentou o relator. 

Segundo o autor da proposta, o festival já está incluído no calendário estadual de eventos desde 1992. É uma festa sem fins lucrativos, que reforça laços comunitários e estimula atividades voluntárias que conseguiram projetar o município de Garças internacionalmente. 

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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