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POLITÍCA NACIONAL

CE debaterá ‘viés político e ideológico’ contra agronegócio em livros didáticos

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A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta terça-feira (26) requerimento para debater suposto viés político e ideológico presente em livros didáticos contra o agronegócio brasileiro. O REQ 106/2024 – CE foi apresentado pelos senadores Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). A data da audiência ainda não foi marcada. 

De acordo com Zequinha, esses livros promovem desinformação sobre o agronegócio para alunos de escolas públicas e privadas de todo o país.

— É preciso que a gente comece a tratar das causas e não dos efeitos, porque lá embaixo, no material didático, ao invés de a gente focar e melhorar a qualidade da nossa educação, há um desvirtuamento de tudo isso para cuidar de outros temas que, às vezes, a criança sequer tem noção. Pegar esse material escolar para formar militância política e levar ódio ou aversão a alguns setores econômicos não é o papel de uma escola — afirmou.

No requerimento, Zequinha pede que sejam convidados representantes dos Ministérios da Educação e da Agricultura e Pecuária, da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), da Fundação Instituto de Administração e da  ONG De Olho no Material Escolar.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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