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CDH aprova reforço a nomeação de candidato PCD em concurso público

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (4) projeto que assegura a nomeação de candidatos de concurso público federal aprovados dentro das cotas para pessoas com deficiência (PCD), mesmo que não haja aprovados na ampla concorrência. O texto agora segue para votação final da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Autor do projeto de lei (PL) 5.437/2023, o senador Romário (PL-RJ) afirma na justificação que a obrigação de o órgão chamar pessoas com deficiência que representem no mínimo 20% dos aprovados “muitas vezes vem sendo desrespeitada pela administração pública, que deixa de nomear deficientes na hipótese de inexistir aprovados” na ampla concorrência.

A relatora, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), é favorável ao projeto. O documento foi lido na reunião pelo senador Flávio Arns (PSB-PR). Segundo ele, condicionar a nomeação de PCD à existência de aprovados não PCDs é um “entendimento equivocado” e ilegal. Assegurar a desvinculação da lista de PCDs aprovados, segundo Arns, ainda trará benefícios por todo o tempo que o concurso público durar.

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— Garante-se que, caso surjam novas vagas durante o período de validade do certame, os aprovados na lista de reserva de vagas poderão ser convocados, ainda que já tenham sido nomeados todos os aprovados na lista de ampla concorrência — disse.

O projeto altera o Estatuto do Servidor Público Federal e abrange candidatos a cargos civis da União.

Emenda

O relatório inclui emenda para especificar na lei que as PCDs concorrerão simultaneamente como cotista e na ampla concorrência. Regra semelhante já consta para cotistas negros na Lei de Cotas Raciais para Concursos e, na prática, já é adotada em alguns certames com relação às PCDs.

Outra prática comum nos concursos e explicitada no projeto por Mara Gabrilli é com relação ao candidato aprovado tanto nas cotas de PCD quanto na ampla concorrência. Caso o candidato seja nomeado primeiramente em razão da sua colocação na ampla concorrência, a sua classificação na lista de PCD será dada a outro candidato PCD. Isso ocorre porque, nos editais, a nomeação costuma ocorrer de modo alternado: primeiro são chamados cinco candidatos de ampla concorrência e depois chamado um da lista de cotistas, por exemplo.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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