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CCJ discute projeto que flexibiliza regras de trânsito para tratores

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A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado se reúne nesta quarta-feira (23), a partir das 10h, para votar matérias. Um dos projetos de lei na pauta da comissão é o PL 1.862/2021, que permite o tráfego de veículos que excedam os limites de peso e dimensões estabelecidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), mas desde que esses veículos obtenham uma Autorização Especial de Trânsito (AET).

Essa proposta é de autoria do ex-senador Jorginho Mello, que atualmente é governador de Santa Catarina. O relator da matéria é o senador Jorge Seif (PL-SC), que defende a aprovação da matéria.

Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro permite a concessão da AET somente para veículos de carga ou combinações de veículos. Com o projeto, a autorização especial também poderia ser concedida a tratores e maquinários agrícolas que necessitem trafegar por rodovias.

A justificativa de Mello é que agricultores frequentemente precisam deslocar suas máquinas entre os campos de lavoura, cruzando rodovias em pequenos trechos, o que hoje exige contratação de transporte especializado para evitar penalidades.

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Em seu relatório sobre a matéria, Jorge Seif apresenta uma emenda que amplia o escopo do projeto; com a nova redação, a AET poderia ser concedida independentemente da classificação do veículo, bastando a análise da viabilidade de tráfego pelo operador da rodovia (e a adoção de medidas de segurança adicionais, caso necessárias).

Pantanal Sul-Matogrossense

Também está na pauta da CCJ a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2024, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que busca incluir o Pantanal Sul-Mato-Grossense na lista dos patrimônios nacionais. A proposta, que conta com relatório favorável do senador Jayme Campos (União-MT), altera o artigo 225 da Constituição Federal, inserindo a região no rol dos biomas cuja utilização deve garantir a preservação ambiental. Atualmente, fazem parte da lista a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira.

Tereza Cristina justifica a PEC citando o aumento de incêndios e queimadas no Pantanal Sul-Mato-Grossense nos últimos anos. A senadora acredita que a medida fortalecerá políticas públicas de prevenção de incêndios e contribuirá para a implementação das regras do Estatuto do Pantanal (PL 5.482/2020), atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.

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Seguridade social para crianças

Além desses projetos, a CCJ também pode analisar a PEC 146/2019, que cria a Seguridade Social da Criança. A proposta, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), conta com relatório favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). O objetivo é garantir um benefício mensal às crianças em situação de pobreza e também, para aquelas com até cinco anos de idade, um auxílio adicional voltado às necessidades de nutrição e desenvolvimento.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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