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POLITÍCA NACIONAL

Castellar Neto manifesta orgulho por representar MG ao se despedir do Senado

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O senador Castellar Neto (PP-MG) despediu-se do Plenário nesta terça-feira (13), e destacou sua atuação em 120 dias de atividade parlamentar. Primeiro suplente de Carlos Viana (Podemos) — que estava afastado para disputar a prefeitura de Belo Horizonte, e agora volta à Casa —, Castellar Neto enfatizou o privilégio e a responsabilidade de ter representado o estado de Minas Gerais.

— Nesse tempo em que exerci o meu mandato aqui no Senado Federal, estive presente em todas as sessões desta Casa. Pude participar de discussões importantes para o Brasil e destaco, de forma muito carinhosa, o Propag, que instituiu o pagamento da dívida dos estados junto à União, que sabemos que assombra especialmente o estado de Minas Gerais há praticamente 30 anos e para o qual eu peço a especial atenção da Câmara dos Deputados para que tenhamos uma solução definitiva o quanto antes — disse.

O parlamentar também recordou que propôs 16 projetos de lei e relatou várias outras matérias, incluindo a PEC 30/2024 , que garante aos advogados o direito de sustentação oral em julgamentos, assegurando o amplo direito de defesa. O parlamentar também celebrou a aprovação, como relator, do  PL 5/2022 do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que limita o volume de fogos de artifício a 70 decibéis, buscando beneficiar pessoas com hipersensibilidade auditiva.

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Além disso, Castellar Neto apresentou projetos para aprimorar o sistema processual brasileiro, entre os quais a permissão de gravações de audiências criminais (PL 3.868/2024) e o fim da obrigatoriedade de confissão do investigado em acordos de não persecução penal (PL 2.976/2024). Ele destacou, ainda, iniciativas voltadas à segurança pública, como um projeto para que operadoras de telefonia e a Anatel compartilhem registros de aparelhos roubados com autoridades, visando o combate ao crime (PL 4.351/2024).

— Dediquei-me de forma proporcional ao meu orgulho de ocupar essa cadeira. Agradeço de forma efusiva a Vossa Excelência [Presidente Rodrigo Pacheco], conterrâneo de alma, pela forma carinhosa como me acolheu, sempre dedicando parte do seu tempo às minhas questões e, muito especialmente, ao nosso estado de Minas Gerais. Destaquei repetidas vezes a honra que foi ter assumido essa cadeira e, agora, ao deixá-la, carrego no peito o orgulho de ser o 26° a tomar posse como senador da República por Minas Gerais após a redemocratização — concluiu.

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O presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG) elogiou o empenho do senador durante seu mandato e destacou o respeito que o senador conquistou entre os colegas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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