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CAS debate tratamento no SUS para mulheres na menopausa

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O Sistema Único de Saúde (SUS) terá que oferecer tratamento para as mulheres após a menopausa, determina um projeto de lei em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A proposta (PL 3.933/2023) será tema de audiência pública interativa no colegiado nesta quarta-feira (16), a partir das 14h.

Apresentado pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), o projeto amplia o atendimento e as informações para mulheres sobre climatério e menopausa, com realização de exames para tratamento pelo SUS. O PL também cria a Semana Nacional de Conscientização para Mulheres na Menopausa ou em Climatério.

O climatério é o período de transição do organismo da mulher entre o fim da fase reprodutiva e a pós-menopausa. A última menstruação, ou menopausa, é um evento que ocorre durante o climatério.

“A presente proposição almeja assegurar o tratamento integral à saúde previsto na Constituição federal às mulheres brasileiras na idade do climatério e menopausa, que indubitavelmente precisam de cuidado e tratamento de qualidade diante desta realidade”, explicou o senador.

Reposição hormonal

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Brasil tinha aproximadamente 29 milhões de mulheres entre climatério e menopausa em 2014, totalizando quase 30% da população feminina brasileira.

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A proposta garante o acesso à reposição hormonal e outras medicações que ajudem a reduzir sintomas como insônia e problemas cardiovasculares. Também prevê atendimento psicológico e acompanhamento por uma equipe multiprofissional de saúde. 

Atualmente o SUS não oferece o principal tratamento para amenizar esses sintomas. Entre as opções disponíveis no mercado, estão hormônios injetáveis, em adesivo e gel. Segundo o parlamentar, o único medicamento disponível na rede pública não atende às mulheres, podendo ocasionar a retirada do útero e dos ovários.

Mecias de Jesus argumenta que as mulheres “convivem por anos com sintomas que causam grande impacto na saúde e na qualidade de vida. Eles começam com humor depressivo e fogachos, passam por infecções vaginais repetitivas que podem levar ao aumento do risco cardiovascular, à perda óssea e à demência”.

Já confirmaram presença na audiência pública Adriana Ferreira, da Associação Menopausa Feliz, e Fabiane Berta, especialista em ginecologia endócrina. A CAS ainda aguarda confirmação de representantes dos Ministérios da Saúde e das Mulheres.

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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