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POLITÍCA NACIONAL

Cancelado debate na CCJ sobre impacto da reforma tributária na infraestrutura

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Foi cancelada a audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para debater nesta quinta-feira (14) os impactos da reforma tributária no setor imobiliário e de infraestrutura, que envolve energia, saneamento básico, telecomunicações, entre outros. A reunião estava prevista para ocorrer às 10h.

O adiamento decorre da suspensão do expediente do Senado por razões de segurança, devido ao atentado com bombas na Praça dos Três Poderes na noite da quarta-feira (13).

Ainda não há uma nova data para a audiência pública, mas ela ainda deve ocorrer no mês de novembro, segundo o gabinete do senador Eduardo Braga (MDB-AM). Ele é o relator do projeto de lei complementar (PLP) que regulamenta a implementação dos novos tributos criados pela reforma — o Imposto Seletivo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) — para substituir o ICMS, ISS, IPI, Pis e Cofins (PLP  68/2024)

Debates realizados

A reunião seria a quarta audiência da CCJ sobre a reforma tributária nesta semana. Na terça-feira (12), o colegiado ouviu representantes do setor da saúde pela manhã e de instituições financeiras pela tarde. Já na quarta-feira (13), a audiência pública ouviu outros setores sujeitos a regras específicas para a tributação sobre o consumo, como o setor de turismo e de hotéis.

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Ainda devem ser realizados debates sobre os seguintes temas, segundo o plano de trabalho da CCJ para a análise do PLP 68/2024:

  • Simples Nacional e Zona Franca de Manaus
  • Imposto Seletivo, para desincentivar produtos e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente
  • Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais e o novo modelo de desenvolvimento regional proposto na reforma
  • Regras de transição para implementação dos novos tributos, fiscalização e avaliação quinquenal de custo-benefício

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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