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POLITÍCA NACIONAL

Câmara dos Deputados recebe iluminação roxa em campanha de conscientização sobre a síndrome de Rett

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O prédio da Câmara dos Deputados fica iluminado de roxo nesta segunda-feira (7) como parte da campanha de conscientização sobre a síndrome de Rett – conhecida como Outubro Roxo. A campanha é desenvolvida pela Associação Brasileira de Síndrome de Rett e tem como objetivo aumentar o conhecimento sobre a doença e promover a inclusão de pessoas com a síndrome.  O tema deste ano é “Inclusão e Qualidade de Vida”.

A iluminação foi solicitada pela deputada Rosangela Moro (União-SP).

Durante todo o mês, são realizadas caminhadas, transmissões ao vivo (lives), leitura em escolas, distribuição de material informativo e ações nas redes sociais. A síndrome de Rett é uma desordem neurológica rara que afeta o desenvolvimento e a comunicação. Ela é associada a mutações genéticas e afeta mais meninas, mas também pode atingir meninos.

A síndrome tende a afetar o crescimento craniano na primeira infância e levar à perda de movimentos voluntários. A incidência é de 1 para cada 10.000 a 20.000 pessoas do sexo feminino. Estima-se que a cada 5 dias nasça uma pessoa com síndrome de Rett no Brasil. É a segunda maior causa de deficiência intelectual em meninas.

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A pessoa com Rett tem um desenvolvimento normal nos primeiros meses de vida, mas  começa a perder habilidades que já tinha adquirido por volta de 18 meses de vida. Pode deixar de andar; faz movimentos repetitivos com as mãos e, por conta disso, deixa de usar as mãos de maneira funcional; não consegue falar ou falta comunicação funcional, comunicando-se pelo olhar. Ao longo da vida, pode ainda ser acometida de epilepsia, bruxismo, escoliose, problemas gastrointestinais, hipotonia, distúrbios respiratórios e do sono, entre outras comorbidades.

A síndrome de Rett não é neurodegenerativa. A qualidade e a expectativa de vida das pessoas afetadas, portanto, está diretamente ligada à atenção à saúde que recebem. Com terapias adequadas, a qualidade de vida dessas pessoas pode ser significativamente melhorada.

Da Assessoria de Imprensa

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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