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POLITÍCA NACIONAL

CAE pode votar na terça criação do Programa Nacional do Livro Técnico

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) pode votar na terça-feira (8) o projeto de lei que cria o Programa Nacional do Livro Técnico e Profissionalizante (PL 5.011/2019). A reunião está marcada para as 10h e tem outros cinco itens na pauta (veja a lista completa).

O PL 5.011/2019 foi apresentado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) ela ainda era deputada federal. A proposição prevê a entrega de livros técnicos de qualidade e obras complementares às instituições integrantes da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB) apresentou relatório favorável ao projeto.

A CAE também pode votar na terça o PL 79/2020, do senador Wellington Fagundes (PL-MT). O texto destina ao Serviço Social do Transporte (Sest) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) as contribuições sociais de empresas de todos os modais de transporte. O senador Laércio Oliveira (PP-SE) apresentou um substitutivo (texto alternativo) à matéria.

Outro item na pauta é o PL 1.558/2022, do senador Eduardo Braga (MDB-AM). O projeto prevê o uso do Cadastro Positivo para a concessão de descontos e benefícios para cidadãos que pagam em dia financiamentos tomados com recursos públicos. A senadora Professora Dorinha Seabra apresentou relatório favorável à proposta.

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Os senadores que integram a CAE podem analisar ainda o PL 865/2024, do senador Marcelo Castro (MDB-PI). O texto estabelece diretrizes para a valorização dos profissionais da educação escolar básica pública e cria o Índice Nacional de Valorização Docente. A relatora da matéria é a senadora Professora Dorinha Seabra, que é favorável ao projeto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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