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POLITÍCA NACIONAL

Bittar pede CPI dos Correios e denuncia prejuízos na estatal

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O senador Márcio Bittar (União-AC), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (8), defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os prejuízos acumulados pelos Correios. Segundo ele, a suspensão da Lei das Estatais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu o retorno de indicações políticas que, na sua avaliação, contribuíram para os resultados negativos da empresa.

— O Senado não pode continuar vendo uma empresa, a mais antiga estatal do Brasil, se deteriorando diante dos nossos olhos. É por isso que estamos propondo a instalação da CPI dos Correios, para investigar com responsabilidade os prejuízos, as indicações políticas e a má gestão que levaram a esse colapso — afirmou.

O senador repercutiu denúncias publicadas na imprensa na última semana sobre problemas na estatal. Ele observou que o plano de saúde dos servidores dos Correios foi afetado pelos atrasos nos repasses, o que levou à suspensão de atendimentos médicos. Também mencionou paralisações de transportadores terceirizados por falta de pagamento e prejuízo superior a R$ 3 bilhões no ano passado.

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— Parte dos terceirizados que transportam as encomendas dos Correios estão parados por falta de pagamento, e, agora, muitos servidores que precisarem recorrer ao plano de saúde não terão mais como fazê-lo, a não ser que tirem do seu próprio bolso, porque alguns hospitais já deixaram de atender o plano dos Correios após calote milionário.

Bittar informou que vai solicitar a realização de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com a presença de ex-presidentes, dirigentes e funcionários dos Correios. Segundo ele, o objetivo será esclarecer denúncias de má gestão e prejuízos bilionários na empresa. O senador também quer colher depoimentos de servidores que, segundo ele, têm recebido ameaças por quererem colaborar com investigações.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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