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POLITÍCA NACIONAL

Bagattoli denuncia ameaças a assentamento e critica cenário econômico

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O senador Jaime Bagattoli (PL-RO), em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (18), chamou atenção para a situação enfrentada pelos moradores do assentamento Burareiro, localizado no município de Monte Negro (RO). Ele relatou que há na região conflitos relacionados à demarcação de terras indígenas. Segundo o parlamentar, as famílias, assentadas há mais de 30 anos, enfrentam ameaças de expulsão. Segundo ele, os problemas são intensificados pela atuação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de organizações não-governamentais (ONGs) na região.

— Quem mais sofre são os produtores rurais. Mesmo com o assentamento oficializado, a Funai iniciou a demarcação de uma terra indígena sem discutir a possibilidade de indenização. Isso arrasta-se por décadas, e as famílias vivem com medo e incerteza — afirmou.

O senador também alertou para a situação econômica do país, destacando a alta da cotação do dólar, que fechou a quarta-feira próximo dos R$ 6,30. Ele criticou os gastos públicos e afirmou que a manutenção desse cenário pode gerar “graves consequências” para os brasileiros mais vulneráveis. Bagattoli ressaltou a necessidade de ações efetivas por parte do Executivo e de maior integração entre os Poderes.

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— O Brasil só vai consertar isso com pacificação, união e entendimento do governo de que precisamos controlar os gastos públicos. Caso contrário, teremos dias muito tristes e um 2025 extremamente difícil para o povo brasileiro — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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