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POLITÍCA NACIONAL

Augusta Brito destaca impacto social do novo Bolsa Família e do Programa Acredita

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Em discurso no Plenário do Senado nesta quarta-feira (2), a senadora Augusta Brito (PT-CE) elogiou as políticas sociais do governo federal, com destaque para o novo formato do Bolsa Família e a criação do Programa Acredita, voltado à inclusão produtiva de pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo a parlamentar, as mudanças no programa de transferência de renda ampliaram a justiça social e a equidade, especialmente para as mulheres, que são maioria entre os responsáveis pelos benefícios.

De acordo com a senadora, o Bolsa Família atendeu 21 milhões de famílias em 2024, com a transferência de R$ 168 bilhões, sendo que mais de 83% dos benefícios estão registrados em nome de mulheres. Ela destacou ainda a chamada Regra de Proteção, que permite a continuidade parcial do benefício por até dois anos para famílias que tenham aumento de renda em razão de novo vínculo de emprego.

— Essa foi uma fórmula encontrada pelo governo para incentivar as pessoas a entrarem no mercado de trabalho com a garantia de que não vão ficar desassistidas até se sentirem seguras no seu novo emprego — explicou.

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Augusta Brito também ressaltou o alcance do Programa Acredita, criado em 2023 para incentivar o empreendedorismo e o acesso ao crédito com juros baixos. Até o momento, mais de 155 mil empreendedores já foram beneficiados, com R$ 2,8 bilhões em crédito liberado, sendo R$ 725 milhões em operações produtivas orientadas, com taxa de inadimplência de apenas 0,05%.

— Essa independência financeira, além de reduzir a fome, também vai ao encontro do combate à violência contra nós, mulheres — afirmou.

Para Augusta Brito, os resultados demonstram que os programas sociais do atual governo vão além da transferência de renda, ao criarem condições reais de autonomia e inserção produtiva. A senadora destacou que, em seu estado, o Ceará, tem acompanhado de perto histórias de mulheres que conseguiram transformar suas vidas com apoio do Bolsa Família e do Programa Acredita.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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