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POLITÍCA NACIONAL

Audiência discute uso de sistemas agrícolas indígenas como opção para enfrentar a crise climática

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A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados discute na quinta-feira (27) o reconhecimento e valorização dos sistemas agrícolas tradicionais indígenas, que oferecem soluções sustentáveis para enfrentar os desafios climáticos.

O debate atende a pedido da deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) e está marcado para as 9 horas, no plenário 12.

As práticas agrícolas tradicionais dos povos indígenas frequentemente incluem técnicas como o cultivo em consórcio, o uso de espécies nativas e o manejo integrado de recursos, que promovem a fertilidade do solo, a conservação da água e a biodiversidade.

“Essas práticas não apenas reduzem a emissão de gases de efeito estufa, mas também aumentam a capacidade dos sistemas agrícolas de se adaptarem às mudanças climáticas”, afirma Célia Xakriabá.

Na opinião da parlamentar, valorizar esses conhecimentos e práticas é essencial para preservar a biodiversidade e manejar os recursos naturais de modo sustentável.

“Além da sua importância socioambiental, a inclusão dos sistemas agrícolas tradicionais indígenas nas políticas públicas pode contribuir também para a redução das desigualdades sociais e econômicas”, acrescenta.

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Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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