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POLITÍCA NACIONAL

Aprovado acordo para Brasil ser sede da Corte Permanente de Arbitragem

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O Brasil será uma das sedes da Corte Permanente de Arbitragem (CPA). A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quarta-feira (27) o PDL 386/2022, que confirma o acordo de sede assinado em 2017 entre a CPA e o Brasil, com o objetivo de tornar o país uma das sedes para os procedimentos de arbitragem, mediação, conciliação e comissões de inquérito administrados pela organização. O texto segue para o Plenário.

A CPA é uma entidade de direito internacional público e privado, criada em 1899, que atua arbitrando disputas entre Estados, bem como controvérsias entre investidores e países. O acordo foi firmado diante do aumento do número de arbitragens internacionais, o que criou a demanda para a realização de arbitragens em outros locais além da sede da Corte, na cidade da Haia, no Reino dos Países Baixos. 

O PDL trata da operação administrativa e técnica, a pauta de privilégios e imunidades, segurança e logística, bem como o regime jurídico dessa organização no território brasileiro. 

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) apresentou na CRE o relatório elaborado pelo senador Humberto Costa (PT-PE). No parecer, o senador ressalta que o acordo representa um passo importante para estabelecer o Brasil um ponto central das atividades da CPA na América Latina, gerando impacto econômico positivo.

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— O estabelecimento de uma sede brasileira para a CPA, vocacionada para a América Latina, atrai a cooperação e o intercâmbio com entidades nacionais, regionais e internacionais especializadas em arbitragem e reforça a geração de empregos em nosso País – leu Tereza Cristina.

O convite para o Brasil ser um país sede da CPA veio da própria Corte.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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