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Ampliação do acesso ao esporte será prioridade da CEsp, afirma Leila

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Eleita na quarta-feira (19) para presidir a Comissão de Esporte (CEsp) pelos próximos dois anos, a senadora Leila Barros (PDT-DF) reafirmou a importância do esporte na vida dos jovens, especialmente daqueles mais vulneráveis. Em entrevista concedida à TV Senado, asenadora — ex-jogadora de vôlei e medalhista olímpica — revelou que assumir a presidência da comissão representa “a realização de um grande sonho”. 

Eu sei da importância do esporte. Sou a materialização do que ele pode promover na vida de um jovem. Sou filha de um mecânico e de uma dona de casa. Tenho consciência do que o esporte promoveu na minha vida e do que ele faz até hoje na vida dos jovens, principalmente daqueles mais vulneráveis — declarou. 

A senadora ressaltou que a CEsp, sob sua liderança, não se limitará ao esporte de alto rendimento e terá abordagem “abrangente”. Leila garantiu que a pauta da comissão também incluirá temas fundamentais para a base do esporte, como o acesso à atividade física nas escolas e nas comunidades. Ela avaliou ser necessário fortalecer o esporte nas escolas para que a prática esportiva chegue a todos, especialmente aos mais necessitados.   

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O esporte não só promove a cidadania e a qualidade de vida, mas também impacta positivamente em áreas como educação, saúde e segurança pública. Vamos tratar do esporte desde os primeiros anos até a pessoa idosa. É uma pauta rica, ampla e diversa, que, na minha visão, precisa de mais cuidado e atenção destacou ela.  

Leila disse estar motivada com o novo desafio à frente da CEsp. De acordo com ela, a comissão, que é uma das mais recentes do Senado (foi criada em 2023) pode fazer a diferença.

Apesar de a comissão ser pequena, ela tem potencial para gerar debates e avanços importantes para o esporte no Brasil. Meu compromisso é o de promover mudanças significativas na área, com foco no esporte como ferramenta de inclusão e transformação social — concluiu. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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