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POLITÍCA NACIONAL

Amin pede cautela ao STF em investigações sobre atos de 8 de janeiro

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O senador Esperidião Amin (PP-SC), em pronunciamento na quarta-feira (30), criticou a atuação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República durante os ataques de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, houve uma omissão por parte do GSI e de outros órgãos de segurança em não impedir a invasão dos prédios públicos em Brasília. Amin alegou que, apesar dos alertas emitidos antes dos atos, as medidas de segurança não foram executadas, mesmo com a portaria do Ministério da Justiça autorizando o uso da Força Nacional.

O parlamentar considera que houve “omissão deliberada” e cobrou uma investigação rigorosa para esclarecer por que 300 homens da Força Nacional destacados para proteger os prédios públicos no dia dos atos não atuaram de forma preventiva. O senador pediu ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), que tenha cautela para não ser “enganado”.

— Não permita que usem a sua caneta para acobertar a omissão gravosa, porque não é possível que isso seja apenas culposo. Isso é doloso porque, sabendo o que ia acontecer, não ter chamado 100 policiais do Bope para impedir aquele vandalismo é uma gravíssima omissão, tão grave quanto foram graves os atos de vandalismo que foram perpetrados — disse.

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No mesmo discurso, Amin homenageou a Fundação Certi, que completou 40 anos de atuação em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele lembrou sua participação no início do projeto, em 1984, e destacou o papel da Certi no fomento à inovação, com dez centros de tecnologia espalhados pelo país.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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