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POLITÍCA NACIONAL

Alunos poderão ser recompensados por monitoria no ensino fundamental e médio

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A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta terça-feira (10) o projeto que prevê benefícios para estudantes do ensino fundamental e do ensino médio que prestarem monitoria para os colegas (PL 3.085/2021). Os benefícios possíveis incluem auxílio transporte, auxílio alimentação, pontuação adicional no vestibular e crédito acadêmico no nível superior.

A proposta é do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e recebeu parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). Caso não haja recurso para votação em Plenário, ele segue para a Câmara dos Deputados.

O projeto inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, a adoção de “metodologias ativas de aprendizagem” na educação básica — são aquelas em que o aluno é colocado no centro do processo de ensino, incentivando a sua participação e autonomia. A principal delas é a monitoria praticada pelos próprios alunos, ajudando colegas a entender o conteúdo estudado.

A atividade não poderá ser remunerada e deverá ser “harmonizada” com o horário regular de aulas, mas o aluno monitor poderá receber auxílios transporte e alimentação como forma de compensação. Além disso, a atividade será registrada no histórico escolar do estudante, contará como pontuação adicional em exames de acesso à educação superior e poderá ser aproveitada como crédito acadêmico em curso de nível superior, a depender dos programas das escolas e universidades.

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Supervisão

Professora Dorinha apresentou uma emenda para que as monitorias sejam sempre supervisionadas por um professor. A relatora considera importante a orientação para o trabalho dos monitores ou do grupo. Ela também destaca que as atividades serão formas de “engajar e motivar” os estudantes.

— Estudos têm demonstrado os benefícios da adoção de metodologias ativas, como o aumento da motivação dos alunos, a melhoria do desempenho acadêmico e o desenvolvimento de habilidades importantes para o mercado de trabalho, tais como liderança, trabalho em equipe e comunicação – afirmou.

Kajuru observa que as metodologias ativas de aprendizagem contribuem para o fortalecimetno de vínculos de solidadriedade entre os estudantes e reforçam o acesso ao conhecimento.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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