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Agência Senado vence prêmio de jornalismo sobre plantações florestais

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A Agência Senado venceu o 1º Prêmio Ibá de Jornalismo. Concorrendo com outras 60 reportagens, a matéria Afinal, o cultivo de eucalipto é mesmo prejudicial ao meio ambiente? ficou em primeiro lugar na categoria Reportagem Escrita.

A premiação é promovida pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), entidade que representa as empresas do setor de árvores plantadas, em parceria com a Embrapa Florestas. Reportagens publicadas pelos jornais Gazeta do Povo e O Estado de S. Paulo ficaram respectivamente em segundo e terceiro lugar.

Escrita pelo jornalista Ricardo Westin, a reportagem da Agência Senado mostra que, em comparação com outras monoculturas, os cultivos comerciais de árvores como o eucalipto e o pínus produzem poucos impactos ambientais negativos e podem até mesmo ter efeitos positivos, desde que a técnica e o local sejam apropriados. Eles recuperam áreas degradadas de pastagem, capturam carbono da atmosfera e protegem a fauna do entorno.

A reportagem também alerta que, quando a técnica e o local são inadequados, os efeitos podem ser devastadores. Existe o risco de as plantações florestais corroerem o bioma nativo, prejudicarem a fauna e comprometerem a disponibilidade de água.

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O tema esteve em debate no Senado. Depois de os senadores terem aprovado o projeto em 2022, os deputados confirmaram a decisão do Senado em maio deste ano e, em seguida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que retirou os cultivos florestais da lista de atividades econômicas com potencial poluidor (Lei 14.876).

Entre os produtos derivados das árvores comercialmente cultivadas, estão a celulose, o papel, as embalagens de papelão, os móveis de madeira, os pisos laminados e o carvão vegetal. Em termos financeiros, a celulose é o oitavo item mais importante da pauta de exportações do Brasil.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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