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Abertas as indicações ao Prêmio Mulheres na Ciência

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A Segunda-Secretaria da Câmara dos Deputados abre nesta segunda-feira (31) o prazo para indicações ao Prêmio Mulheres na Ciência Amélia Império Hamburger. O prêmio, cujo objetivo é reconhecer e homenagear as contribuições de mulheres cientistas, é concedido a três pesquisadoras que tenham se destacado nas áreas de ciências exatas, ciências naturais ou ciências humanas.

Os deputados podem indicar uma pessoa até o dia 11 de abril, mediante envio de formulário eletrônico disponibilizado pela Segunda-Secretaria da Câmara dos Deputados. No dia 7 de maio, será realizada a escolha das agraciadas pelo conselho deliberativo formado pelo segundo-secretário; pela presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher; pela presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação; e um representante de cada partido político com assento na Câmara dos Deputados, indicado pelo respectivo líder. As três indicadas mais votadas recebem o prêmio.

O nome do prêmio homenageia Amélia Império Hamburger, renomada cientista brasileira que foi física, professora, pesquisadora e divulgadora científica brasileira. Com trabalhos em diversas áreas da física, realizou incursões pela epistemologia e história das ciências, motivada por interesses no ensino de física e na preservação da memória da ciência no Brasil.

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Premiação
A premiação é o reconhecimento da excelência da participação feminina na solução dos grandes desafios da humanidade e também visa estimular mais mulheres a se capacitarem e ingressarem no campo científico. A solenidade de entrega do prêmio será realizada no dia 4 de junho. As escolhidas receberão um diploma de menção honrosa.

Para dúvidas ou mais informações, acesse a página do Prêmio Mulheres na Ciência.

Da REdação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLITÍCA NACIONAL

Paim critica suspensão pelo STF de processos sobre ‘pejotização’

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O senador Paulo Paim (PT-RS) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (5), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu os processos que discutem a legalidade da “pejotização” — prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ) para evitar o vínculo formal com carteira assinada.

— O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) destacou que essa suspensão “fere o princípio constitucional da garantia de acesso ao Poder Judiciário, negando a prestação jurisdicional por tribunais mais habilitados a reconhecer a pejotização ou as terceirizações ilícitas”. Essa tentativa de enfraquecer a Justiça do Trabalho também silencia os trabalhadores e desconsidera as vozes das ruas, daqueles que estão com as mãos calejadas — afirmou.

Segundo o parlamentar, a pejotização fragiliza os direitos trabalhistas porque o modelo de contratação disfarça vínculos formais de emprego, mantendo características como jornada definida, subordinação e salário fixo, mas sem garantir os direitos previstos na CLT, como férias, 13º salário, FGTS e seguro-desemprego.

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— Essa prática é frequentemente utilizada para reduzir encargos trabalhistas e tributários, mas configura fraude quando encobre uma relação de emprego tradicional. Quando essa fraude é efetivamente comprovada, os responsáveis podem ser condenados ao pagamento dos valores devidos e não pagos pertinentes à relação trabalhista — disse.

Paim também citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicando que a pejotização já atinge cerca de 18 milhões de trabalhadores. De acordo com o parlamentar, desde a reforma trabalhista, esse modelo de contratação causou perdas de aproximadamente R$ 89 bilhões na arrecadação, colocando em risco a manutenção da Previdência Social. Ele anunciou a realização de uma audiência pública na próxima quinta-feira (9), na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), para debater o tema com entidades sindicais, representantes do governo, do Judiciário e do Ministério Público.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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